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Mapeamento Sociambiental
O Sistema de Mapas Verdes (Green Map System) é um sistema globalmente delineado e utilizado para identificar, promover e permitir, de forma sustentável, a conexão entre os recursos das cidades.
É uma nova forma das pessoas e comunidades de uma cidade interagirem com o meio físico e humano que as rodeia, permitindo que a cidade encontre sua verdadeira identidade e que seus habitantes implementem ações que visem a melhoria da qualidade de vida urbana.
Histórico
O Sistema de Mapas Verdes foi iniciado pela ecodesigner Wendy Brawer e foi estimulado pela excelente resposta obtida pela publicação, em 1992, pela Modern World Design do Mapa Verde original de Nova York, que realçava os locais de interesse social, cultural e ambiental na cidade.
Os elementos principais do Sistema de Mapas Verdes vêm sendo desenvolvidos ao redor do mundo, de forma colaborativa, a partir de uma série de workshops iniciados em 1995, em Nova York (Cooper-Hewitt National Design Museum) e Kyoto (Tennendesign Forum), e que continuaram sendo aprimorados através da Internet.
Situação Atual Global
400 Mapas Verdes Publicados
700 Mapas Verdes em elaboração
Características Gerais
O objetivo maior da elaboração de uma Mapa Verde é estimular a discussão sobre como as cidades estão lidando com o processo de busca da sustentabilidade e da melhoria da qualidade de vida.
O Mapa Verde é uma ferramenta única que encoraja os moradores de uma cidade a repensarem como a sua cidade está se desenvolvendo e como seus recursos estão sendo utilizados, além disso, ele também é direto, universalmente entendido e eficiente para identificar os recursos e atividades disponíveis e voltados para a sustentabilidade.
O processo de criação do Mapa Verde local estimula e fortalece a discussão participativa sobre como o crescimento e o desenvolvimento estão sendo benéficos ou negativos, em especial sob os pontos de vista econômico, social, ambiental, cultural e espacial.
Em resumo, o Mapa Verde é uma forma efetiva de se criar uma nova e poderosa perspectiva da cidade, que envolve e estimula os indivíduos e as comunidades a repensar, de forma colaborativa e integrada, o momento presente, fortalecendo a base para a construção de um FUTURO MELHOR para todos.
Ícones
Uma das características mais importantes do GMS é a utilização de uma série de Ícones, desenvolvidos de forma participativa, para a classificação dos locais de interesse.
Estes Ícones permitem a conexão entre todos os Mapas Verdes pois criam uma “língua comum”, utilizada por todos os grupos, facilitando a compreensão dos Mapas.
Processos para o Mapeamento Socioambiental
Etapa 1 – Definição dos temas a serem mapeados (ambientais, sociais, culturais, econômicos).
Etapa 2 - Investigação – captação de dados e informações sobre o tema definido. Pesquisa de fontes confiáveis (órgãos públicos, EMBRAPA, IBGE), pesquisas de campo variadas, entrevistas com moradores. Os registros podem ser anotações, fotografias, vídeos, desenhos.
Etapa 3 – Sistematização das informações e escolha da base cartográfica. Nesse item o grupo deve rever as informações obtidas e selecionar as que irão usar, além de definir qual será o design do mapa.
Etapa 4 – Mapeamento (locação dos ícones no mapa digital – fase cartográfica)
Etapa 5 – Desenvolvimento dos mapas impressos/físicos.
Etapa 6 – Impressão, difusão e divulgação.
Etapa 7 – Continuidade do mapeamento por parte da comunidade (processo contínuo)

ATENÇÃO! Conteúdo em construção! Em breve, mais informações.
Maio 2012
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